[Vídeo] Em audiência, motorista nega versão da PRF e afirma que vítima invadiu sua faixa

Foto: Reprodução/TV Tropical

Foi divulgada nesta quarta-feira (25) a gravação da audiência de custódia de Felipe Douglas Cavalcante M. de Vasconcelos, de 27 anos, apontado como o motorista que dirigia embriagado na manhã do último domingo (22), provocando um grave acidente na BR-226, em Senador Elói de Souza, no interior do Rio Grande do Norte. A colisão resultou na morte de um pai, uma mãe e uma bebê de dois anos. Outras quatro crianças que também estavam no veículo ficaram feridas.

A audiência foi realizada na segunda-feira (23), um dia após o acidente, e a prisão em flagrante do motorista foi convertida em prisão preventiva. Durante o procedimento, Felipe acompanhou atentamente a sessão.

Em seu depoimento, o acusado afirmou que havia parado de beber por volta da meia-noite de sábado (21), após uma festa junina em Cuité, na Paraíba, onde estava hospedado na casa de uma prima. Ele alegou que se sentia bem ao acordar e, por isso, decidiu seguir viagem para Natal. “Eu estava em Cuité no sábado, planejava ir para uma festa de São João com meus primos, tava hospedado na casa da minha prima, sabendo que eu viria no domingo. A gente saiu da festa em torno de meia-noite. Eu tava bebendo nessa festa e foi esse o horário que eu parei de beber e fui dormir para me preparar e viajar no dia seguinte. Dormi até às 7h, 7h30, fiz uma análise de como eu estava me sentindo e me sentia bem. Mediante isso, eu decidi seguir viagem”, declarou Felipe.

Ele também afirmou que trafegava com o auxílio de GPS e em velocidade reduzida. Disse ainda que foi o carro das vítimas que invadiu a contramão, provocando a colisão. “Eu estava indo em torno de 60 km/h, velocidade média da viagem completa. O carro das vítimas chegou a entrar na faixa em que eu estava. Por ter sido muito rápido, eu não tive tempo de desviar e houve a colisão.”

Felipe declarou que permaneceu no local após o acidente e acionou a Polícia e o Samu.

A versão apresentada pelo motorista, no entanto, contraria as informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que, no dia do acidente, informou que foi ele quem invadiu a faixa contrária e causou a batida frontal.

Durante a audiência, a defesa de Felipe solicitou a sua liberdade provisória, mas o juiz responsável pela condução do caso negou o pedido, citando o dolo eventual – quando o agente assume o risco de produzir o resultado do crime, mesmo sem a intenção direta.

Segundo o magistrado, ao ingerir bebida alcoólica e decidir dirigir em seguida, o acusado assumiu o risco de causar um acidente com consequências trágicas.

Com base nisso, foi determinada a manutenção da prisão preventiva de Felipe Douglas de Vasconcelos, que segue à disposição da Justiça enquanto o caso segue em investigação.

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Postado em 26 de junho de 2025 - 20:55h