TRE VAI AVALIAR PEDIDO DE REFORÇO DAS TROPAS FEDERAIS PARA O DIA DA ELEIÇÃO
Recém-empossado na presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para o biênio 2022/2024, o desembargador Cornélio Alves, confirmou que o plenário da Corte vai decidir, ainda, se pede ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorização para a vinda de tropas federais para atuação no dia da eleição – 02 de outubro, no Rio Grande do Norte. O desembargador Cornélio Alves disse que ainda não teve acesso a documentação, mas já soube que a governadora Fátima Bezerra informou que as forças militares do Estado “têm condições de garantir a segurança do pleito”.
“Eu mesmo confio nas forças estaduais, nós temos aqui vizinho, a Paraíba, que faz eleição sem força federal”, disse Cornélio Alves, apesar de que alguns juízes eleitorais pediram a presença de tropas federais, como já é uma tradição. “Aqui é o contrário, a gente sempre faz com força federal, mas a governadora teria informado que as forças estaduais teriam condições de garantir a segurança nas eleições”, repetiu.
Quando a recente decisão do TSE de proibir o uso de porte de armas 48 horas antes e depois das eleições, Cornélio Alves avaliou como “normal”, entendendo até que “ninguém devia usar arma ou porte de arma nenhuma”, salvo nos casos em que a lei situa, “mas pra ir votar armado, isso não é aconselhável”.
Cornélio Alves também avalia como tranquilo o processo eleitoral no Estado: “Percebo que está tudo tranquilo, não estamos vendo problemas de segurança por enquanto, pode ser que até lá na frente aconteçam, mas acho que essa eleição será normal, o Rio Grande do Norte tem tradição de eleição tranquila e se deu certo com os outros, comigo também dará”, afirmou Cornélio Alves.
Alves estimou os eleitores a exercerem o direito do voto de forma consciente, “é uma oportunidade que todos têm de votar, porque eleições a gente tem de festejar”, pois não é em todo país que ocorrem eleições livres. “A gente precisa pensar bem em quem votar, comparar quem já foi e quem está chegando, as intenções de cada candidato e procurar escolher o melhor”, asseverou.
O ex-presidente do TRE, desembargador Gilberto Barbosa, disse que algumas reivindicações da Corte Regional para o Tribunal Superior não foram feitas, de maneira que em dois anos, contando que o TSE este ano teve três ministros na sua presidência – “coisa sui generis, isso é difícil para administrar uma repartição que é verticalizada, não é fácil essa distância, mas fizemos o possível”.
Para Barbosa, na Justiça Eleitoral “tem um equívoco, um prepara para outro fazer”, tanto que defendeu um ano a mais para a presidência no TSE. Apesar das limitações e das dificuldades advindas no período mais crucial da pandemia de coronavírus (2020-2021), os projetos feitos no biênio passado foram concluídos, deixamos alguns para o desembargador Cornélio Alves fazer, porque muda as pessoas, mas os projetos continuam, é uma rotina para os magistrados cada biênio que vem”.
Com relação ao clima política do país nesta campanha eleitoral, Gilson Barbosa disse que em 2020 já pegou uma eleição municipal “praticamente programada pelo antecessor, desembargador Glauber Rego”, mas a eleição municipal tem uma característica, “em que o organizador principal é o juiz, o TRE entra dando apoio e orientando os juízes eleitorais”.
Como a eleição é mais de caráter estadual, porque são candidatos a governador, senador, deputado estadual e federal, cabe o TRE é organizar, Barbosa disse que o acirramento dos ânimos políticos inexiste no Rio Grande do Norte: “Isso está ocorrendo mais no eixo Rio, São Paulo e Brasília, mas aqui no Nordeste, hão de convir que a maior festa para os nordestinos, depois do Carnaval, são as eleições”.
Barbosa refletiu que é juiz de carreira, assim como o novo presidente da Corte, e ambos já percorreram o Estado de ponta a ponta em diversas eleições. “A gente via, quando havia eleição, o campônio humilde comprava a sua roupinha para ir votar, isso é interessante, até gratificante, aqui no Rio Grande do Norte está muito tranquilo, asseguro, porque percorri todas as Zonas Eleitorais e não tem esse quadro, o desembargador Cornélio vai ter outros trabalhos, esse não”, reforçou.
TRIBUNA DO NORTE
