RN cria carteira de identificação para pessoas com doenças raras

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O Governo do Rio Grande do Norte criou a Carteira de Identificação da Pessoa com Doença Rara (CIPDR), destinada a facilitar o acesso a serviços públicos e privados, garantir atendimento prioritário e ampliar a assistência a esses pacientes.

A medida foi sancionada e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (17). A legislação também autoriza a criação de um cadastro estadual para reunir informações sobre pessoas com doenças raras e subsidiar políticas públicas de saúde.

O que é considerado doença rara

De acordo com a lei, são consideradas raras as doenças que afetam até 65 pessoas a cada 100 mil indivíduos. A definição considera critérios epidemiológicos do Ministério da Saúde e características como baixa prevalência e complexidade de diagnóstico e tratamento.

O cadastro estadual deverá auxiliar no planejamento de ações de assistência especializada e na realização de estudos epidemiológicos. A legislação prevê a proteção dos dados pessoais e o sigilo das informações dos pacientes.

O que a carteira vai conter

A CIPDR deverá incluir um QR Code ou outro recurso digital para permitir o acesso rápido e seguro a informações importantes em situações de urgência e emergência.

Entre os dados previstos estão:

  • Nome completo, número de identificação e CPF;
  • Fotografia e informações médicas essenciais;
  • Medicamentos de uso contínuo;
  • Alergias e restrições médicas relevantes;
  • Contatos para emergências.

O tratamento dessas informações deverá seguir a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), conforme estabelece a publicação oficial.

Carteira prevê atendimento prioritário

A legislação prevê prioridade no atendimento em órgãos públicos e privados, especialmente nas áreas de saúde, assistência social e educação. A carteira também busca contribuir para um atendimento humanizado e adequado às necessidades de cada paciente.

O Poder Executivo poderá firmar parcerias com órgãos públicos, entidades privadas e organizações da sociedade civil para divulgar a carteira, promover ações de conscientização e capacitar profissionais para atender pessoas com doenças raras.

PONTA NEGRA NEWS

Postado em 17 de outubro de 2026 - 6:30h