DE BAIXO CUSTO O CELTA CONQUISTOU OS BRASILEIROS

Figura 1: Uol/Reprodução

Entenda o que o modelo tem de tão atrativo

O Chevrolet CELTA é um dos carros populares mais famosos da Chevrolet, tendo sido concebido no finalzinho dos anos 90. De fato, lá pelos idos de 1999, começaram a surgir boatos de um potencial projeto intitulado “Arara Azul”, desenvolvido pela GM. A única coisa que se sabia sobre o tal veículo é que ele possuiria a mesma plataforma que o Corsa.

O “Arara Azul” recebeu um design único, com assinatura do designer Paulo Konno, detentor de duas portas, laterais similares a do Corsa, faróis horizontais calcados no sedã Vectra do ano de 1996 e traseiras com lanternas em formato elíptico relativamente parecidas com o do Palio de 1996.

Mas, além disso, quais eram as características do Celta? É o que abordaremos adiante.

Ficha técnica completa do Chevrolet Celta 2016

Observe abaixo a ficha técnica completa do Chevrolet Celta 2016, em sua versão LT 1.0 Flex:

Mecânica

Motorização 1.0
Combustível Álcool Gasolina
Potência (cv) 78 77
Torque (kgf.m) 9,69 9,48
Velocidade Máxima (km/h) 161 156
Tempo 0-100 (s) 13,4 N/D
Consumo cidade (km/l) 9,5 N/D
Consumo estrada (km/l) 12,2 N/D
Câmbio manual de 5 marchas
Tração dianteira
Direção Mecânica
Suspensão dianteira Suspensão tipo McPherson e dianteira com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidal.
Suspensão traseira Suspensão tipo eixo de torção, roda tipo semi-independente e molas helicoidal.
Freios Dois freios à disco.

 

Dimensões

Altura (mm) 1.429
Largura (mm) 1.626
Comprimento (mm) 3.788
Peso (Kg) 890
Tanque (L) 54
Entre-eixos (mm) 2.443
Porta-Malas (L) 260
Ocupantes 5

 

Detalhes sobre o Celta

Quando foi desenvolvido, o Celta tinha um motor 1.0 oriundo do Corsa, que entregava 60 cavalos de potência, o que representava a maior potência dentro do segmento para aquela época. Não existia ar condicionado disponível, tampouco a direção hidráulica, vidros elétricos e travas elétricas e a qualidade dos plásticos era muito baixa também.

Outro ponto bastante fraco e que recebeu muitas reclamações no Celta era o seu acabamento, considerado muito frágil. Isso porque o plano da companhia era construir o Celta para ser o carro mais em conta de todo o país e, para atingir esse objetivo, o jeito era economizar o máximo que se podia com os materiais implementados em seu interior.

A ideia para o nome do modelo, Celta, era ser um nome com sonoridade o mais fácil possível, sempre mantendo o respeito para com a tradição da Chevrolet aqui em território brasileiro, onde, na maioria das vezes os modelos terminam com a letra A, como em Opala, Astra, Omega, Monza, entre outros.

O Celta foi efetivamente lançado no ano 2000 na fábrica da Chevrolet em Gravataí, situada no Rio Grande do Sul. Foi um marco na inauguração da fábrica e desfrutou da presença do presidente naquela época, Fernando Henrique Cardoso. Oferecendo o máximo em termos de economia, custo reduzido de manutenção e linhas atrativas, o Celta transformou-se em um tremendo sucesso de vendas desde que foi lançado.

O Celta era simples em todos os sentidos possíveis e com um custo de manutenção bem baixo e acabou ganhando fama de ser um carro robusto. Seus maiores concorrentes naquele momento eram o Volkswagen Gol, o Fiat Uno e o Ford Ka.

Posteriormente, no ano de 2002, a GM fez um aprimoramento nesse adorado hatch. Ele obteve uma força maior com o seu mais novo motor VHC, que posteriormente foi melhorado para um modelo VHC E de 70 cavalos de potência, 10 cavalos a mais que a versão anterior.

Nesse upgrade, o que veio também foram as tão esperadas 4 portas e alguns outros itens como travas e vidros elétricos, implementados como acessórios nas concessionárias. Naquele ano se celebrou as 200 mil unidades vendidas.

O Celta 1.4

No ano seguinte, 2003, o Celta passou por uma nova mudança no quesito mecânico. Ele exibia um motor 1.4, com 85 cavalos de potência a 5800 rpm e 11,8 kgfm de torque, igualmente em sua versão Energy, que havia se tornando mais potente, porém continuando a ser econômica, além de ter um desempenho mais satisfatório e um interior com acabamento de qualidade maior.

Tendo um motor 1.4, o Celta era capaz de atingir 161 km/h e mostrava uma aceleração de 0 a 100 km/h em 12,3 segundos. No que se refere ao consumo de combustível, ele fazia 15,9 km/l na estrada e 11,7 km/l na cidade, significando uma média de aproximadamente 13,6 km/l.

Para fazer frente a concorrência, a GM construiu em 2005 uma opção movida a 2005, que recebeu o nome de Flexpower e, desse modo, deixou de ter apenas opção de motor movido à gasolina. Entre os anos de 2004 e 2005 surgiram as versões Spirit, Life, Off-Road e Super.

Uma trajetória recheada de sucessos

O Celta ficou muitos anos no ranking dos carros mais vendidos do país, sempre seguido por seu irmão de marca, o Corsa. Já em 2006, ele ganhou um facelift que determinaria a sua identidade até a sua descontinuação, além do lançamento da versão chamada de Maxx.

Tendo inspiração profunda no Vectra, os faróis passaram a ter proporções maiores e um formato mais abaulado, do mesmo modo que o logo da marca ao centro e a grade na parte da frente. Na porção traseira do veículo, a placa que se localizava até então no para-choque agora era localizada na tampa do porta-malas do modelo.

Em seu interior, o Celta conquistou um novíssimo quadro de instrumentos e diversos elementos de conforto. A buzina, anteriormente localizada na alavanca da seta, foi parar no volante. Esse facelift do Celta acabou servindo de inspiração para a posterior criação do Prisma, uma espécie de versão sedã sua.

Quando foi em 2010, o Celta começou a perder seu apelo comercial, dando ensejo para o desenvolvimento do Ônix. Posteriormente, em 2015, o Celta foi descontinuado. Ainda assim, ele segue sendo vendido no mercado de carros usados.

Agora você sabe quais são todos os atributos do Celta que fizeram dele um sucesso, assim como também aprendeu um pouco da sua trajetória. Curta e compartilhe esse post em suas redes sociais! 

Postado em 8 de outubro de 2020 - 16:22h