Advogado é preso em operação que começou após apreensão de 111 kg de cocaína em chapas de granito; saiba os detalhes

Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil cumpriu nove mandados de prisão e 12 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Norte, Paraná, Santa Catarina e São Paulo, na Operação Narke, nesta terça-feira (16). Um advogado está entre os presos. As prisões foram realizadas nos municípios de Parnamirim/RN, Natal/RN, Curitiba/PR e Florianópolis/SC, além do cumprimento de mandados em unidades prisionais do estado.

Além das medidas cautelares pessoais, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens, direitos e valores até o montante de R$ 8.800.730,52. A medida alcança ativos financeiros, veículos, embarcações e armas de fogo vinculados aos investigados, visando assegurar eventual reparação dos danos e o confisco dos proveitos obtidos com as atividades criminosas.

A investigação teve início após a apreensão de aproximadamente 111 quilos de cocaína ocultados no interior de chapas de granito armazenadas em uma empresa do ramo de marmoraria localizada na cidade de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, em 29 de dezembro do ano passado. O entorpecente estava escondido em compartimentos especialmente preparados nas placas de rocha ornamental, evidenciando o elevado grau de sofisticação logística empregado pelo grupo investigado.

O aprofundamento das investigações permitiu identificar uma estrutura criminosa voltada ao tráfico de drogas em larga escala, com indícios da utilização de empresa formalmente constituída para conferir aparência de legalidade às atividades ilícitas. Os elementos reunidos apontam para a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas, atuação financeira coordenada e utilização de mecanismos destinados à ocultação e dissimulação de recursos provenientes do tráfico de drogas.

As apurações também revelaram a adoção de estratégias voltadas ao transporte interestadual de entorpecentes, utilização de serviços especializados para adaptação de materiais destinados à ocultação das drogas e movimentações financeiras incompatíveis com as atividades econômicas formalmente declaradas pelos investigados.

A atuação conjunta entre a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, a Receita Federal do Brasil e a Polícia Rodoviária Federal foi fundamental para o compartilhamento de informações estratégicas, a análise de movimentações suspeitas, a identificação da cadeia logística utilizada pelo grupo criminoso e a descapitalização patrimonial dos investigados. A operação também contou com o apoio da Polícia Civil do Paraná, da Polícia Civil de Santa Catarina, da Polícia Civil de São Paulo e da Polícia Penal do Rio Grande do Norte, reforçando a integração entre as instituições no enfrentamento ao tráfico de drogas e às organizações criminosas.

A Operação Narke é uma ação nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em conjunto com as polícias civis e militares dos 27 estados. O seu principal objetivo é desarticular organizações criminosas, focando no combate ao narcotráfico, na descapitalização do crime organizado e na repressão à lavagem de dinheiro.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração acerca da destinação nacional e internacional dos entorpecentes. A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população. Informações que possam auxiliar nas investigações podem ser repassadas, de forma anônima e segura, por meio do Disque Denúncia 181.

A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte se posicionou sobre a prisão do advogado. Confira a nota na íntegra:

A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB/RN) acompanhou as diligências realizadas durante a operação deflagrada nesta terça-feira (16), em Natal, que culminou com a prisão de um advogado, para assegurar o pleno respeito às prerrogativas profissionais da advocacia e à legalidade dos procedimentos adotados pelas autoridades competentes.

A Seccional destaca que acompanha o caso com atenção e ressalta que toda apuração deve ocorrer com observância ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório.

A Ordem esclarece ainda que sua atuação institucional tem como finalidade a defesa das prerrogativas da advocacia, da Constituição e do Estado Democrático de Direito, não se confundindo com a defesa particular de profissionais eventualmente investigados ou envolvidos em quaisquer procedimentos judiciais ou administrativos.

A OAB/RN seguirá acompanhando o desenrolar das investigações conduzidas pela Polícia Civil e adotará as medidas institucionais cabíveis no âmbito de sua competência.

PORTAL DA TROPICAL

Postado em 17 de junho de 2026 - 7:42h